segunda-feira, 16 de julho de 2012

Qual é o livro de vendas que aumenta em R$ 80.000 as vendas de um vendedor, baseando-se em apenas um dos capítulos?


Escrevi Desafios de Vendas (www.desafiosdevendas.com.br) junto com Marlus Jungton num formato completamente diferente do que existe no mercado: cada capítulo do livro é um desafio. Acreditamos que vendedores campeões são movidos a desafios. Logo, nada mais natural do que um livro que desafiasse os vendedores a cumprir vários objetivos de vendas.

O vendedor que aumentou suas vendas em R$ 80.000 estava cumprindo um dos desafios do livro, que é reativar 5 clientes inativos. Ele superou a meta (reativando 6 clientes), mas também descobriu, para espanto geral, que os clientes haviam parado de comprar porque não haviam sido contatados mais pelos outros vendedores da empresa que teoricamente deveriam estar atendendo-os. Dá para acreditar?

Outros casos reais de sucesso baseados no livro (você pode ler os depoimentos e entrevistas na nossa página www.facebook.com/desafiosdevendas):

  • Uma empresa que conseguiu dezenas de testemunhais de clientes satisfeitos (e no processo conscientizou sua equipe sobre a importância de não dar tantos descontos).
  • Uma empresa que comprou 50 livros para todos seus gestores e promoveu um encontro com todos eles para discutirem os desafios e alinhar os trabalho.
  • Uma empresa que diminuiu a taxa média de descontos dados pela equipe.

Todas elas têm uma coisa em comum: investiram na compra do livro Desafios de Vendas para toda a equipe comercial e tiveram como retorno pelo menos 10x o investimento em menos de 30 dias. E isso com apenas um dos Desafios propostos pelo livro (são 30... imagine o resultado quando chegarem ao final de todos os desafios).

Não existe nenhum outro investimento que você possa fazer na motivação da sua equipe comercial que traga o mesmo resultado de maneira rápida, consistente e sustentável. Melhor ainda: desenvolvendo as habilidades da sua equipe.

O livro Desafios de Vendas custa apenas R$ 34,90. É como se você decidisse investir, por um mês, um pouco mais de um real por dia nos seus vendedores.

Veja o que responderam alguns de nossos clientes que compraram o livro quando perguntamos se indicariam o Desafios de Vendas:

- “Com certeza! Indicaria a todos os gestores comerciais que se preocupam com o desenvolvimento da sua equipe e que buscam excelência em vendas.”

- “Indico e já indiquei para vários colegas do ramo, além do twitter e facebook.”

- “Com certeza. O livro é um excelente material de apoio e inspiração para que gestores de vendas possam direcionar os seus times de vendas na busca de melhores resultados. Tenho um conceito que diz o seguinte: Se pararmos de perder para nós mesmos, corrigindo as nossas atitudes e nossa operação, cresceremos naturalmente sem prejuízo às nossas margens cada vez mais apertadas. E o livro ajuda muito nesse sentido.”

Se você estava procurando algo para motivar a equipe, um assunto para a próxima reunião de vendas ou uma campanha de vendas para melhorar seus resultados, então não perca mais tempo: clique aqui e peça já um exemplar para cada vendedor.

Grande abraço e boas vendas,

Raul Candeloro

P.S. Para terminar, mais um depoimento de uma vendedora que comprou o Desafios de Vendas: “Recebi meu livro e ele é ótimo!! Super valioso... Além das lições, do passo a passo, você tem no final de cada desafio uma avaliação do que você aplicou... Recomendo!!!”. 
Compre já o seu: www.desafiosdevendas.com.br

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Leve vantagem você também!

Recentemente, o Brasil acompanhou o caso Abilio Diniz e sua para lá de suspeita “boa ação” em relação ao Pão de Açúcar e o Carrefour. Para quem olhou sem cuidado, parecia um brasileiro criando mais uma gigante no setor. Mas a realidade mostra uma manobra mais sórdida, visando uma recompensa de R$4 bilhões e envolvendo um banco federal de fomento, em nome da “soberania nacional”. Quem acompanhou o caso da Proust, na Fórmula 1, sabe que não é a primeira vez que essas “coincidências” acontecem com Diniz.

No governo de Lula, Antonio Palocci foi acusado de ter solicitado a quebra de sigilo bancário de Francenildo ao então presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, informações estas que depois, misteriosamente, vazaram. O caso teve muita repercussão, mas não impediu a nova presidente Dilma Rousseff de confiar no ministro e convocá-lo para cuidar da pasta da Casa Civil em seu governo. E aí novas acusações finalmente derrubaram Palocci, dessa vez, por suspeita de ter feito tráfico de influência e por ter sido pego com um patrimônio, digamos, muito mais generoso do que as condições de ministro e ex-deputado poderiam lhe ofertar... Alguém duvida de que no próximo governo ele “ressuscitará” (e muito provavelmente será eleito pelo povo)?

O Corinthians ganha um estádio de presente supostamente porque o Morumbi não tem condições de sediar a Copa do Mundo. O que ninguém pergunta é por que os estádios particulares têm que “se virar nos 30” para arrumar capital para financiar as megalomanias da Fifa, enquanto outros recebem de presente estádios prontinhos (e sem nunca terem investido realmente para tê-los).

É importante também analisar o ótimo relacionamento de Ricardo Teixeira com Aécio Neves... Será que tudo isso é apenas coincidência, ou uma manobra para lá de bem desenhada para que a abertura da Copa aconteça em Minas, e não em São Paulo? Afinal, alguém duvida de que o estádio do Corinthians não ficará pronto a tempo?

Ah, e antes que chovam comentários de corinthianos, acho importante esclarecer que não sou são-paulino nem tenho nada contra o Aécio. Aliás, me revolta a forma como as pessoas se doem pelo futebol, mas pouco ou nada se mexem pela política...

A essa altura, você pode estar se perguntando: “Afinal de contas, o que tudo isso tem a ver com vendas?”. Olhe à sua volta. Você mesmo já deve ter escutado histórias de vendedores roubando comissões uns dos outros ou criando campanhas que não existem na empresa só para venderem mais. Isso só para citar dois pequenos exemplos de falcatruas em vendas.

Serão só coincidências? Ou reflexo do velho jeito Gerson de agir, afinal, “o importante é ser esperto”, não é mesmo? Como diria a velha propaganda do cigarro Vila Rica, “leve vantagem você também”...

Embasado em histórias como essa, sinto-me tentado a perguntar a você, Daniel: as pessoas estão ficando mais desonestas? Conte para mim sua história (positiva ou negativa) e suas impressões em relação ao tema honestidade. Como você avalia o universo de vendas nesse quesito? Os melhores depoimentos farão parte de uma das próximas edições da revista VendaMais.

Um abraço e boa$ venda$! 

Raúl Candeloro

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

20 REGRAS BÁSICAS PARA VIVER MELHOR

O pensador russo George Ivanovith Gurdjieff, esoterista e escritor nascido em 1877, em Alexandrópolis, era um homem misterioso e extraordinário. Em plenos anos 20, na França, seu "Instituto para o Desenvolvimento Harmonioso do Homem" atraía músicos, artistas, jornalistas e intelectuais. Já naquela época, Gurdjieff falava em autoconhecimento e na importância de se saber viver, então traçou algumas regras de vida que permanecem modernas em pleno século XXI. Acompanhe:

1) Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo. Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.

2) Aprenda a dizer “não” sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.

3) Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.

4) Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.

5) Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.

6) Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.

7) Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.

8) Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os, porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.

9) Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.

10) Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação. Os outros estão mais bem preparados para resolver seus próprios problemas.

11) Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade. Cada um é individual e diferente.

12) Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.

13) É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.

14) Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.

15) Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.

16) Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois é ótimo... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.

17) A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.

18) Uma hora de intenso prazer substitui com folga três horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.

19) Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.

20) Entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: "Você é o que se fizer". E não culpe os outros pela sua infelicidade, pois só você poderá fazer você feliz!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Hic et nunc

- Peço um suco. Com gelo e sem açúcar. Vem com açúcar e sem gelo.
- Peço um refrigerante. Com gelo, sem limão. Vem com limão e gelo.
- Entro na loja de carros, o vendedor, depois de meia-hora, se despede sem perguntar meu nome (nem pegar meu telefone).
- Entro na academia e tem uma pessoa pedalando lentamente, falando pelo telefone. 15 minutos depois, ela continua falando pelo telefone, arrastando-se na bicicleta. Aí toca o SEGUNDO celular e ela atende também.
- Estou sentado assistindo uma palestra e tem um pessoal no fundo da sala batendo papo, contando animadamente o que fizeram ontem.

O que essas coisas todas têm em comum? Basicamente, essas pessoas estão ali, mas na verdade não estão. O corpo está fisicamente presente, mas a cabeça está em outro lugar. Parece o mal do século. A pessoa acorda de manhã e toma o café pensando no trabalho. Chega ao trabalho pensando no almoço. Almoça pensando na reunião da tarde. Vai à reunião pensando no jantar. Janta pensando no programa de tv. Assiste o programa pensando em dormir. E deve dormir sonhando com a manhã seguinte...

Ou seja, essa pessoa não esteve presente em quase nenhum momento. Parece que o agora é só uma ponte com o futuro, que é muito mais interessante e já vai chegar. E quando chega finalmente esse futuro, a pessoa já está com a cabeça em outro lugar.

A mesma armadilha pode acontecer com o passado – são pessoas que andam para a frente, olhando para trás. “Como foi legal, como foi ruim, se eu tivesse falado isso, se tivesse feito aquilo, etc.”. Viver olhando pelo espelho retrovisor também pode ser um problema.

Se não me engano, é Robert Wong quem usa o símbolo do infinito nas suas palestras. O símbolo do infinito é um 8 deitado – duas bolas grandes unidas por um pequeno ponto central. Esse pequeno ponto central é o ‘aqui, agora’ – o presente. A primeira bola grande é o passado e a outra é o futuro. Teoricamente vivemos no ponto central, que é o presente.

Mas se você analisar a vida da maior parte das pessoas, verá que na verdade passam a maior parte do tempo nas bolas, na frente ou atrás, no passado ou no futuro. Veja que nos dois casos temos basicamente um mundo de fantasia.  O ponto central é apenas uma passagem incômoda com o que realmente interessa para essas pessoas, um outro lugar idealizado, um refúgio onde as emoções são mais intensas.

Isso explica em grande parte o marasmo que se encontra com parcela considerável dos vendedores, sejam novatos, que entraram em vendas para fazer um bico e ganhar alguns trocados, sejam veteranos, que cansaram e agora trabalham passivamente uma carteira de clientes que lhes dá um sustento razoável e pouco trabalho intelectual.

Não dá para atender um cliente pensando no outro. Nem falando no MSN, nem vendo fotos no Orkut, nem pensando na cerveja de hoje à noite (ou ontem, ou amanhã). Não dá para atender um cliente pensando que ele não vai comprar porque hoje ninguém comprou. Não dá para atender um cliente pensando que você precisa muito daquela venda para fechar sua meta, pagar uma conta ou coisa do estilo. Não dá para atender um cliente pensando que você precisa desligar logo, ou fechar a loja, ou ir visitar outro cliente em outro lugar.

Não adianta falar ‘eu amo vender’ se o vendedor começa a olhar o relógio 11:30 pensando que falta meia-hora para o almoço e só consegue pensar na folga e na comida. Ou se chega 17:45 e a pessoa já está pronta para ir embora. Ou se é quinta e o vendedor já está com a cabeça no final de semana. Ou se é dia 30 e a pessoa está com a cabeça no dia 5, que é pagamento de salário. Ou se... você provavelmente já entendeu...

Resumindo: precisamos de vendedores de corpo presente, mas alma também. Prestando atenção no momento, na pessoa à sua frente, no que realmente está acontecendo. Não com a cabeça em outro lugar. FOCO! Se você agora está aqui, esteja aqui, agora. E preste atenção!

Raul Candeloro
P.S. Uma pergunta interessante para se fazer de vez em quando: “estou realmente aqui agora?”.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Socorro, virei gerente!

Um dos cargos mais difíceis de assumir é o de supervisor ou gerente de vendas, principalmente quando a responsabilidade é dada a alguém que já fazia parte do quadro de vendedores da empresa. Ensanduichado entre um diretor em cima e a equipe embaixo, seja homem ou mulher, este profissional é pressionado por todos os lados. Sem saber o que fazer e, principalmente, sem nenhum treinamento ou experiência, é comum vermos pessoas 'jogadas na fogueira' repentinamente, no estilo "tá aqui o desafio - se vira".

Depois de ter recebido vários e-mails perguntando o que fazer numa situação destas, resolvi das algumas dicas que podem ser úteis para todo mundo: vendedores, supervisores, gerentes e diretores.

Primeira coisa que todo mundo tem que entender: ao assumir como supervisor, seu primeiro e mais importante desafio é conquistar a confiança e o apoio da sua equipe. Sem isto, projeto nenhum terá sucesso. Muitas vezes o que acontece é que esta reunião, por falta de liderança, vira uma choradeira sem fim, com alguns vendedores mais expressivos reclamando sem parar. Não deixe que isto aconteça e já vá preparado. Como é comum trocar o gerente justamente porque as vendas andam mal, é bem provável que a situação não esteja nada agradável e que todos estejam insatisfeitos. Até porque vendedor é geralmente comissionado e, se as vendas andam mal, o bolso anda mal também. Reuna sua equipe e pergunte:

1) O que eles esperam de você?
2) Qual é a pior coisa que eles acham que você poderia fazer?
3) Que metas eles têm para o ano?
4) Como acham que a empresa pode ajudá-los?
5) Como acham que você pode ajudá-los?
6) O que eles têm feito que tem funcionado bem?
7) O que poderia ser melhorado?
8) O que eles têm que fazer para ajudar a si mesmos (porque eles têm que ter consciência que não adianta só ficar exigindo dos outros - eles também com certeza vão ter que se engajar).

Ouça todo mundo e não tome partido, muito menos deixe a coisa descambar para a acusação de que a empresa é culpada de tudo. Posicione-se fortemente se precisar, mas sem ser rude ou arrogante (coisa comum em gerentes novatos). Reforce e bata insistentemente no que tem de bom, no que está melhorando, em quem está vendendo bem e o que eles/elas têm feito. Diga que resolverá os problemas um por um (faça uma lista) e, nas reuniões semanais, mostre os progressos realizados na resolução destes problemas.

Agora vem a segunda parte, que ninguém faz. Entrevistar seu próprio chefe. Pessoas que têm medo ou vergonha de pedir ajuda são um perigo, sofrem desnecessariamente e pagam um preço muito alto. É impressionante como alguns supervisores assumem um cargo, baixam a cabeça e saem fazendo força sem nem saber para onde estão indo. Uma coisa fundamental neste processo é que seu chefe tenha expectativas claras da sua função e dos resultados esperados. Peça claramente para que 'sucesso' seja definido para que, ao conversar com sua equipe depois, você tenha já uma boa noção do que se espera de todo mundo. As perguntas para seu chefe são quase as mesmas:

1) O que ele/ela espera de você exatamente?
2) Qual é a pior coisa que ele/ela acha que você poderia fazer?
3) Que metas a empresa tem para o ano?
4) Que metas pessoais ele/ela tem para o ano?
5) Como ele/ela acha que você pode ajudá-lo/a?
6) Como a empresa vai ajudar a sua equipe? Que recursos internos e externos estarão disponíveis?
7) O que mais ele/ela está fazendo para melhorar seu próprio desempenho como profissional para atingir suas metas?

Conversando primeiro com sua equipe e depois com seu chefe (pode inverter a ordem se preferir), com certeza absoluta você já terá informações suficientes e condições de sobra para montar um excelente plano de ataque para saber exatamente com o que está lidando, quais recursos terá disponíveis e, principalmente, como obter sucesso nesta nova empreitada.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Com amor ou sem amor?

Se você fosse convidado a ser juiz de um concurso que escolhesse os melhores restaurantes por quilo da sua cidade, como você julgaria esses lugares? Que critérios usaria? Atendimento? Qualidade da comida? Preço? Instalações?

Há anos criei uma categoria minha para resolver esse problema. É um sistema simples e, pela simplicidade e eficiência, acabei ampliando sua utilização para outras áreas também. E como funciona? Fácil: divido em restaurantes por quilo ‘com amor’ e ‘sem amor’.

Você já deve ter comido num lugar sem amor. A comida não é ruim... mas também não tem gosto de nada. A sobremesa é sempre gelatina de abacaxi. Suco aguado, com muito açúcar, pouco açúcar, sem açúcar... nunca no ponto. O café é razoável. O atendimento é razoável. O preço é razoável. Enfim, tudo mais ou menos. Não é ruim (se não já teria fechado), mas é daqueles lugares com alto potencial que você olha e diz “se eu fosse o dono... ia mudar tudo por aqui”.

Você também já deve ter comido num lugar com amor. A comida é boa, com um toque especial no tempero. As pessoas sorriem. O banheiro é impecável. A decoração, os pratos e talheres, as cadeiras, tudo foi claramente pensado. Você paga a conta e ganha um bombom no final. E sai com a sensação não só de ter comido bem, mas de ter sido bem tratado. A experiência foi boa porque você estava num lugar onde as pessoas claramente se importam e isso transparece em todos os detalhes.

Com amor ou sem amor: essa é a minha forma de separar as empresas, as pessoas que trabalham nela, os líderes. Um funcionário que realiza suas tarefas com amor é sempre mais caprichoso, sempre mais comprometido, sempre mais pró-ativo. Precisa ser treinado, lógico, mas com brilho nos olhos fica mais fácil. Um funcionário sem amor reclama de desmotivação, terceiriza a culpa, não tem iniciativa. A diferença entre os dois é gritante e fácil de reconhecer.

E num empresário ou empresária, num gerente... será que a mesma lógica se aplica? Com certeza. Todo amor dentro da empresa, na verdade, começa por cima. Se temos alguém em cima com mentalidade mercenária, ou prostituta (sim, essa é a palavra correta), então obviamente isso cria um determinado clima e maneira de pensar dentro da empressa. Se tenho alguém que está num cargo só pelo poder, pela remuneração, pelo status ou porque vê ali um trampolim para outra posição, então essa pessoa, com grande probabilidade, não pode dizer que ‘amor’ faz parte do seu dia a dia. E isso é um problema sério.

Quando comecei a revista VendaMais, achava que estava no ramo editorial. Hoje vejo que estou no ramo da educação. E o que descobri, assombrado, é que tem líderes que não gastam em educação (treinamento) da equipe o que se gasta de café na empresa (calcule na sua e depois me conte!). Por anos me debati com a questão. Finalmente entendi: falta amor. E porque falta amor, falta atenção, falta capricho, falta comprometimento, falta iniciativa, falta respeito. E acaba faltando competência, o que provoca ainda mais falta de amor e todo um círculo vicioso. No fundo, ninguém se importa; seu comportamento e atitudes deixam isso claro, por mais que o discurso seja diferente. S e um líder realmente ama sua equipe, investe ou não investe nela? Não preciso amar para dar cafézinho... Mas para treinar e educar precisa.

Admito que existe também um problema, que é a aplicação desse amor. Eu posso amar muito um filho e maleducá-lo. Posso amar alguém e não estar presente. Posso amar e, por deficiências minhas, não conseguir expressar isso corretamente e ser mal-compreendido (ou ser incompetente mesmo – muita gente ama e consegue afastar os outros por falta total de inteligência emocional). Enfim, não se engane achando que só ‘amor’ resolve. Não resolve. Mas, se já é difícil com ele, imagine sem . Sem amor fica quase impossível fazer algo bem feito.

Resumindo: da mesma maneira que Porter separou as opções estratégicas de uma empresa em ‘custo baixo’ ou ‘diferenciação’, eu criei essa nova segmentação: ‘com amor’ ou ‘sem amor’. Onde você acha que se encaixa?

Abraços apaixonados, boa$ venda$,

Raul Candeloro

No que você realmente acredita?

Todo empresário, quando abre uma empresa, ou lança um produto/serviço novo, acredita em alguma coisa. Ou então não abria, ou não lançava. Ele acredita que pode fazer melhor do que os concorrentes. Acredita que tem um nicho de mercado que não está sendo trabalhado corretamente. Acredita que existe demanda e que os clientes vão ficar felizes por finalmente encontrar uma opção. Enfim, acredita tanto em alguma coisa que está disposto a se arriscar, usando os recursos que têm disponíveis (recurso não é só dinheiro, importante relembrar) para sair de onde se encontra hoje, enfrentar o desconhecido e no processo, tentar mudar um pouco o mundo para melhor. Todo empreendedor é um otimista.

No começo da empresa, ou da vida do produto/serviço, essa crença (podemos até chamar de ‘fé’) é fundamental. É uma atitude de otimismo pró-ativo, de encarar desafios e solucioná-los com vontade, com garra, com criatividade... enfim, uma atitude ‘imparável’, de que nada vai segurar ou impedi-lo de ter sucesso.

Não por acaso, muitas vezes o dono da empresa é um excelente vendedor. Nem precisa estudar sobre vendas (embora os melhores o façam com freqüência)... mas entende tudo do mercado, do produto/serviço, dos concorrentes. Pprincipalmente, acredita com fé inabalável que tem algo que os outros não tem, e tem orgulho de poder oferecê-lo aos clientes. Um empreendedor assim é tomado pela energia da sua missão. É óbvio que tem alta probabilidade de vender bem (muitos têm que trabalhar sua personalidade, o que é assunto para outra coluna).

Essa atitude, quando usada de maneira positiva, acaba contagiando todo mundo à sua volta. Quem já trabalhou com um líder entusiasmado sabe como isso pode ser motivador. Entretanto, dentro do grupo, até por diferenças de personalidade, teremos sempre formas diferentes de reagir à motivação. E, francamente, algumas pessoas não estarão motivadas no mesmo nível de energia do que o resto, muito menos do líder.

O que temos então é um efeito dominó. Um líder super entusiasmado, com diretores entusiasmados, com gerentes razoavelmente motivados, com uma equipe... ??? Aqui podemos esperar qualquer coisa, mas já sabemos o que se encontra na maioria das vezes. Nessa ponta encontramos o vendedor, que recebe a incumbência de representar a empresa na frente do cliente. Pausa para reflexão, porque a pergunta é importante: no que acreditam os vendedores? Não de maneira genérica, mas especificamente os da sua empresa?

Acreditam de verdade em alguma coisa? Acreditam na superioridade de seus produtos/serviços? Acreditam que estão ali para melhorar a vida dos clientes? Acreditam que têm uma missão e que foram colocados ali pelo destino para ajudar a cumpri-la?

Vejo muitas vezes, acobertada por uma série de desculpas racionalizadas, uma série de comportamentos que, no fundo, só podem ser atribuídos a ‘falta de convicção’. As pessoas estão inseguras e, de um jeito confuso, acabam externando isso através de uma série de generalizações (o cliente só quer preço, na minha região é diferente, a concorrência é predatória, etc.). Na verdade, falta convicção. Falta acreditar em alguma coisa, de verdade. Falta o senso de missão, de cumprir algo realmente importante, de fazer algo que realmente seja diferente e melhor.

Quando criei a Técnicas de Venda, acreditava realmente que podia ajudar vendedores e empresas a venderem mais, atenderem melhor seus clientes e melhorar seu lucro. Essa atitude não mudou e, pelos e-mails que recebo, acho que continuamos fazendo diferença positiva no mundo. Espero que você faça também. Para termos certeza, preciso que responda a pergunta, de maneira simples, direta e sincera: “Afinal de contas, no que você realmente acredita?”. Pergunte isso para a equipe de vendas também... pode ser muito interessante.

Abraço, obrigado por estar com a gente nesta caminhada,

Raul Candeloro